
Não sei o que fazer
Não tenho vontade de nada,
Ando apenas... Vagueando!...
O mundo parece-me irreal,
As pessoas, espinhos dolorosos;
O medo assalta-me,
A angústia persegue-me
E eu...
Fico como uma pedra,
Presa e sem vida,
Uma pedra denegrida
Lançada por um vulcão!...
O peito dói,
Os olhos choram,
Mas
Continuo estático!
Olho, mas não vejo;
Caído no chão,
No meio da lama me sinto
E apesar disso,
Não tenho forças...
Falta-me algo,
O quê?... Não sei;
E então pergunto-me:
Afinal o que se passa comigo!?
Não tenho vontade de nada,
Ando apenas... Vagueando!...
O mundo parece-me irreal,
As pessoas, espinhos dolorosos;
O medo assalta-me,
A angústia persegue-me
E eu...
Fico como uma pedra,
Presa e sem vida,
Uma pedra denegrida
Lançada por um vulcão!...
O peito dói,
Os olhos choram,
Mas
Continuo estático!
Olho, mas não vejo;
Caído no chão,
No meio da lama me sinto
E apesar disso,
Não tenho forças...
Falta-me algo,
O quê?... Não sei;
E então pergunto-me:
Afinal o que se passa comigo!?
João Almeida "Jota"
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