sábado, 3 de setembro de 2011

Pesadelo


Era tarde, não conseguia pregar olho comecei a olhar em meu redor e apenas via as paredes brancas manchadas do tempo…
Pensava eu como era possível esta solidão imensa, nem o zumbir das moscas se ouvia, estava apenas eu, perdida por entre pensamentos dos quais não me conseguia libertar.
Fechei os olhos, o medo assombrava a minha mente, sentia-me perdida no meio do nada…
De repente, ouve-se o quebrar de algum objecto de vidro, imediatamente, escondo-me por entre os lençóis onde permaneço imóvel e sustenho a respiração para detectar o mínimo ruído. No meio daquele imenso silencio sobressai então um barulho estranho, pareciam passos lentos, gelei,  o som aproximava-se cada vez mais e eu cada vez me encontrava mais assustada, sentia um fervilhar dentro de mim, o meu coração batia tão rápido que parecia que ia saltar do peito a qualquer momento…
Momentaneamente o som desaparece, e inesperadamente sente-se um ruído diferente, e desta vez acompanhava-se de um respirar abalado, comecei a suar, o som era idêntico ao abrir de uma porta, não acreditava no que estava a acontecer, estava tão perto…sentem-se mais dois ou três passos e o som do respirar mesmo ao meu lado, e eu cheia de medo apenas rezava. Fez-se silêncio novamente, minutos a seguir ouve-se um respirar profundo e sinto algo a retirar-me os lençóis de cima da cabeça, não me contive mais e gritei profundamente, abri os olhos e de imediato acendi a luz, olhei em meu redor….não estava ninguém….
                                                                                                                                                                     Marina Almeida

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